A computação em nuvem se tornou um dos pilares da transformação digital nas empresas brasileiras. Escalabilidade, agilidade e inovação colocaram a cloud no centro das estratégias de tecnologia.
Mas, à medida que o uso cresce, surge um desafio que nem sempre é visível no início: o controle de custos.
A pergunta parece simples, mas carrega um impacto relevante para qualquer organização: o investimento em cloud está realmente sob controle - ou apenas parece estar?
O Radar da Nuvem 2025 surge justamente para responder essa questão. A iniciativa reúne dados reais de empresas brasileiras e revela um cenário que ainda passa despercebido por muitos gestores: a dificuldade de entender, prever e otimizar gastos em nuvem.
O que é o Radar da Nuvem e por que ele muda a conversa
O Radar da Nuvem é uma iniciativa que busca trazer transparência para o uso de cloud no Brasil, conectando dados de tecnologia, infraestrutura e finanças.
Mais do que um relatório pontual, ele funciona como uma base contínua de benchmarks, permitindo que empresas comparem seus custos, identifiquem ineficiências e tomem decisões mais informadas. Como descrito no estudo, o objetivo é oferecer uma fonte confiável para orientar estratégias de nuvem no mercado brasileiro.
Com mais de 3.000 dados coletados e participação de mais de 130 empresas, o Radar revela um retrato consistente de como a cloud está sendo utilizada - e, principalmente, gerida - no país.
O problema não é a cloud, é a forma de gestão
Os dados do estudo ajudam a traduzir um problema que muitas empresas já sentem na prática.
Até 31% do investimento em cloud pode estar sendo desperdiçado. Ao mesmo tempo, 65% das empresas não sabem exatamente onde estão gastando, e mais da metade não consegue prever o valor da fatura do mês seguinte.
Esses números não indicam falha tecnológica. Pelo contrário.
Eles mostram que o desafio está na gestão.
Na maioria dos casos, o controle de custos ainda está concentrado nos times técnicos, que naturalmente priorizam performance, disponibilidade e velocidade de entrega. Sem um alinhamento mais próximo com áreas financeiras, decisões de consumo acabam sendo tomadas sem visibilidade completa do impacto no negócio.
O resultado aparece rapidamente:
aumento constante de custos
orçamentos ultrapassados
dificuldade de planejamento
Quando cloud passa a ser uma decisão de negócio
À medida que os investimentos em nuvem crescem, cloud deixa de ser apenas uma escolha técnica e passa a ser uma variável estratégica.
Hoje, ela impacta diretamente:
previsibilidade financeira
eficiência operacional
capacidade de investimento
competitividade
O próprio estudo mostra que a maioria das empresas ainda trata cloud como uma despesa recorrente difícil de controlar - muitas vezes dolarizada e sujeita à variação cambial.
Esse fator é especialmente relevante no Brasil, onde oscilações de câmbio podem alterar significativamente os custos ao longo do tempo. Segundo o relatório, os gastos com cloud na América Latina já ultrapassam centenas de bilhões de reais e devem crescer rapidamente nos próximos anos.
Sem uma estratégia clara de gestão, esse crescimento pode vir acompanhado de ineficiência.
O contexto brasileiro exige um novo olhar para cloud
O cenário brasileiro traz desafios específicos que tornam a gestão de cloud ainda mais crítica.
Além da volatilidade cambial, empresas precisam lidar com:
pressão por previsibilidade orçamentária
necessidade de eficiência em escala
restrições econômicas e operacionais
demandas regulatórias e de soberania de dados
Nesse contexto, adotar cloud não é apenas uma questão de modernização tecnológica. É uma decisão que precisa equilibrar inovação com controle.
Isso explica por que temas como FinOps, governança e visibilidade de custos começam a ganhar mais espaço nas discussões estratégicas.
Um caminho mais previsível para a nuvem
Apoiando o Radar da Nuvem, a Magalu Cloud reforça a importância de evoluir o uso da cloud no Brasil com mais transparência e previsibilidade.
A participação na iniciativa está alinhada a uma visão de infraestrutura que considera não apenas performance, mas também contexto local.
Isso inclui aspectos como:
custos em reais, reduzindo exposição cambial
infraestrutura localizada no Brasil, com menor latência
suporte próximo e especializado
modelos mais simples de gestão
Essa abordagem responde diretamente aos desafios apontados pelo estudo: não basta escalar - é preciso entender, controlar e sustentar o crescimento.
O que as empresas podem fazer a partir de agora
Os dados do Radar da Nuvem deixam claro que ainda existe uma lacuna entre o uso de cloud e a sua gestão eficiente.
Mas também mostram uma oportunidade.
Empresas que avançarem em:
visibilidade de custos
integração entre tecnologia e finanças
escolha de modelos mais previsíveis
tendem a ganhar vantagem competitiva nos próximos anos.
Participar de iniciativas como o Radar é um primeiro passo importante. Ele permite não apenas entender o cenário atual, mas também comparar práticas, identificar oportunidades de otimização e evoluir a estratégia de forma estruturada.
O futuro da cloud no Brasil será orientado por eficiência
A computação em nuvem continuará crescendo - e em ritmo acelerado.
Mas o diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de escalar. Estará na capacidade de fazer isso com eficiência.
O Radar da Nuvem 2025 mostra que o mercado brasileiro está entrando em uma nova fase: mais madura, mais consciente e mais orientada a dados.
Nesse cenário, cloud deixa de ser apenas infraestrutura e passa a ser uma decisão estratégica de negócio.
E quanto antes as empresas entenderem isso, maior será a capacidade de transformar investimento em vantagem real.
Para aprofundar essa análise e acessar os dados completos do estudo, vale explorar o relatório completo do Radar da Nuvem - uma visão detalhada sobre como empresas brasileiras estão lidando com custos, eficiência e governança em cloud.
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